segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A Verdadeira amizade



Já cheguei a escrever que não sabia o que era uma amizade verdadeira…E, a verdade é que só, á bem pouco tempo é que descobri, aos 15 anos de idade descobri uma amizade, que posso dizer a 100%, verdadeira, pura, sentida…
Na verdade, cheguei a pensar que, ás tantas, isto da amizade era tudo uma grande treta…mas não, agora sei que não!
Ao longo da minha vida tenho conhecido muita gente, alguma com a qual simpatizei e outra nem por isso…tenho tido vários(as) colegas, varios tipos de colegas, há aqueles(as) a quem só digo “Bom dia” e “boa tarde”, depois ainda há aqueles a que eu já acrescento “Está frio” ou “Está calor”, há colegas com quem se passa bons bocados de tempo, onde se contam umas anedotas ,..
Também tenho alguns amigos, amigos esses que passam a barreira de colegas e que se encontram num patamar mais alto, mas não num alto patamar!
Hey, quem estiver a ler isto, é só para avisar que gosto de toda esta gente que falo, eles também enchem os meus dias de alegria e fazem-me sorrir, e outra coisa muito importante que é ter companhia! Eheh
Aos 15 anos, mas já a caminho dos 16, descobri uma amizade verdadeira, ou a verdadeira amizade, e foi “por acaso”…vou contar-vos: Apesar de ela frequentar, assim como eu, o Conservatório de Música de Viseu nunca nos tínhamos cruzado, ou secalhar já, nem sei…mas nunca falamos nada uma com a outra, até que, neste ano lectivo 2008/2009 viemos a ser colegas no âmbito da disciplina de Classe de Conjunto, mas isto também foi “por acaso”…eu pertencia e pertenco ao Coro Misto (que também se enquadra na disciplina de Classe Conj.) e como no ano passado frequentei a orquestra de sopros, este ano disponibilizei-me na mesma para este efeito, porém, fomos apenas 2 (os disponíveis) mais a pianista convocada, e com a nossa força de vontade e com a aprovação da Direcção fundamos um trio: Saxofone, Trombone e Piano, …que maravilha! ;)
Ao fim do 1º período (de aulas) o professor que nos orientava no trio partiu…foi-se (tinha uma proposta melhor)! E, a partir daqui, haver ou não haver trio dependia de nós (os três), mas “já que nos metemos nisto, vamos até ao fim”,…e assim foi, veio outro professor e nós lá continuámos a fazer música, a deliciarmo-nos a nós e aos ouvintes, …foi o máximo!!
Foi aqui, no trio, que conheci a minha alma gémea (posso mesmo chamá-la assim), começámos naquela fase dos colegas “Bom dia”, “Boa tarde”, “Hoje está frio”, “Olha, vamos tocar ali aquela parte… aquele compasso”, “Olha, vamos afinar”, “Ouve aqui esta música que vou tocar na audição”. Começou assim, depois com o tempo, e com a camaradagem que a música nos proporciona, foi-se formando uma cumplicidade, que foi aumentando com o tempo, como uma bola de neve…começámos a ver as semelhanças, começámos a partilhar segredos, e nasceu uma amizade que começou forte e que agora é fortíssima!
Com ela, eu sei que não estou sozinha, aprendi a ser mais aberta a partilhar mais, quer o que gosto quer o que não gosto, enfim…entre nós há todos os ingredientes para fazer o “bolo perfeito”, “o Bolo de comer e chorar por mais”: muita sinseridade (acima de tudo, dizer na hora, no minuto e no segundo aquilo que pensamos, aquilo que nos vai na alma, mesmo que seja duro, mesmo que vá “tocar na ferida”, …mas as feridas, para cicratizarem precisam de ser desinfectadas, com produtos que ardem, …e lá está, “o que arde cura”), humildade, muita cumplicidade, sentido de humor, muita partilha, bondade ( “amar o próximo como a nós mesmos”), APOIO, MUITA CONFIANÇA E RESPEITO …não sei se está a falhar algum, mas o que sinto é que a nossa amizade é uma amizade pura, a 100%, não é uma “amizade’zinha” é uma “amizade’zona”!!
Já não sei viver sem ela (Oh my god!, sinto-me mesmo feliz, nunca pensei encontrar assim alguém. “já não sei viver sem ela”- o que eu acabei de dizer!...até posso estar a ser “lamexas”, mas não interessa, é mesmo isto que sinto). Ela é indispensável na minha vida, é como a água que bebo todos os dias…mais…é como a água no deserto! é muito preciosa, uma jóia, …não a quero perder jamais!
Gosto dela desde aqui até ao fim do universo, que por acaso, mas só por acaso é infinito!
Se ela estiver a ler este texto: um camião de beijinhos para a minha pianista favorita! (este texto é dedicado a ela).

segunda-feira, 7 de julho de 2008

As transformações...

A Música nasceu com o mundo.
Desde cedo, o homem tem imitado os sons da natureza, emite sons para comunicar, cria instrumentos, primeiros com plantas, ossos e peles depois foi introduzindo cordas, construindo instrumentos com as mais diversas formas, etc
O Homem foi desenvolvendo técnicas e saberes que têm passado de geração em geração e se têm modificando e evoluindo.
Os povos que mais influenciaram e desenvolveram a música foram os gregos e os romanos.
Vejamos: A mitologia grega atribuía à música uma origem divina. A música tinha poderes mágicos: as pessoas pensavam que era capaz de curar doenças, purificar o corpo e o espírito e operar milagres no reino da Natureza.
Desde os tempos mais remotos a Música foi um elemento indissociável das cerimónias religiosas. Utilizava-se instrumentos como a lira, o aulo, a cítara, …
No século IV, Aristóteles manifestava-se contra o excesso de treino profissional na educação musical do homem comum: “Alcançar-se-á a medida exacta se os estudantes de música se abstiverem das artes que são praticadas nos concursos para profissionais e não procurarem dominar esses fantásticos prodígios de execução que estão agora em voga em tais concursos e que daí passaram para o ensino. Deixem que os jovens pratiquem a música conforme prescrevemos, apenas até serem capazes de se deleitarem com melodias e ritmos nobres e não meramente nessa parte comum da música que até a qualquer escravo, ou criança, ou mesmo a alguns animais consegue dar prazer”
Tanto na filosofia como na ciência da música os Gregos tiveram intuições e formularam princípios que em muitos casos ainda hoje não estão ultrapassados. É evidente que o pensamento grego no domínio da música não permaneceu estático.
Entre os gregos e a música era concebida uma relação como algo comum a todas as actividades que diziam respeito à busca da beleza e da verdade. Nos ensinamentos de Pitágoras e dos seus seguidores a música e a aritmética não eram disciplinas separadas; os números eram considerados a chave de todo o universo espiritual e físico; assim, o sistema dos sons e ritmos musicais, sendo regido pelo número exemplificava a harmonia dos cosmos e correspondia a essa harmonia.

Dentro de mim...

Dentro de mim.... há uma energia positiva, um combustível, uma fonte, uma energia magnética chamada e conhecida por "Música".
É isto que me traz a maior parte da minha felicidade. Adoro acordar de manhã e ouvir os pássaros, os sons da natureza.
A Música nasceu com os animais, com as pessoas, com as árvores, com todos...! Já existe desde o início do mundo.
Como diria o José Cid, eu também nasci para a música. É a minha vocação, é do que mais precioso há dentro de mim...
A verdade, é que a palavra música é muito subjectiva!
Ao longo da vida, tenho lidado com pessoas que acham completamente absurdo eu gostar tanto de música e fazer tantos esforços em função disto. Estas pessoas não compreendem! Mas eu compreendo-as!
Nem todas as pessoas têm os mesmos gostos, não somos iguais! (Mas ainda bem).
Isto são coisas que já nascem com as pessoas, que atravessam gerações (no meu caso), são paixões inexplicáveis.
Ás vezes ouço "És viciada em música!".
Tudo bem, se calhar até sou.
Mas, com a música já aprendi muita coisa, nomeadamente no campo ético e social. Sinto que isto já me ajudou a crecer como pessoa, a ser diferente, a acreditar em mim e não andar a seguir influências, como muitos dos jovens da minha idade. E, agora, mudando um bocadinho de assunto, acho completamente absurdas as mentes dos jovens da minha idade. A maior parte deles não pensam em si, na sua própria vida, nos seus sonhos, vivem em função dos outros, dos amigos,...que nem sempre são amigos.
Muitas vezes alguém compra uma peça de roupa numa loja de marca, e os amigos para tentarem agradar ou até imitar vão comprar a mesma roupa, ou outra coisa da mesma marca!
Isto não é absurdo?!
Mas vejamos, a moda é engrata! Agora anda por aí toda a gente a ouvir música sem sentido, ou seja, um barulho (que até faz mal aos ouvidos e ao cérebro) a que chamam música.
Isto ultrapassa-me completamente! Por vezes esses cantores não sabem "patavina", nada de nada, de música. Vão-se safando! O que lhes vale muitas vezes é os músicos que têm a acompanhar. Conheço "cantores" que quando gravam CD's, em 1 hora gravam apenas 5 minutos, ou seja, gravar os Cd's é assim uma tarefa difícil, porque se soubessem cantar minimamente afinados, tudo se tornava mais fácil.
Há por aí muitas pessoas que pensam que foi o Mozart que inventou a música, e ainda há outras que só conhecem dois compostiros: Mozart e Bethoven.
Podemos então concluir, que há por aí muitos jovens que fazem sacrifícios, que apostam em coisas que não gostam só para agradar aos "amigos", mas também, para não serem discriminados.
Está na hora de mudar! Cada pessoa tem um mundo dentro de si, só tem que o explorar!
É o que eu penso.
Cada pessoa tem que se assumir a si mesma! Só assim se consegue encontar a verdadeira felicidade.
Eu já me encontrei a mim mesma. Já encontrei a verdadeira felicidade.
É por estas e por outras que muitas pessoas não me compreendem!